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]]>Nada melhor para acabar o mês do que um filme de um grande mestre do cinema, um daqueles realizadores de que só nos lembramos quando o rei faz anos, ou quando acontece qualquer coisa na Índia e está um cinéfilo por perto que já viu “isso num filme”… de Satyajit Ray. Este é a sua primeira grande incursão pelo universo arquitectónico e social de Calcutá, e um dos seus filmes maiores onde, como quase sempre, é central o papel de mulher indiana na família e na sociedade, aqui com o bónus de um extraordinária interpretação de Madhabi Mukherjee – que, aliás, estaria ainda melhor em Charulata, o filme seguinte e a obra-prima de Ray. Dizer que Metrópolis “é uma parábola sobre as relações sociais numa cidade do futuro”, hoje, é mais uma ameaça do que a profecia que foi em 1927, quando o filme de Fritz Lang estreou. Na verdade, perante as transformações sociais e as radicais alterações do trabalho anunciadas sushi house viseu para as próximas décadas, o filme do realizador alemão, em que os ricos vivem o seu privilégio nas alturas e os trabalhadores habitam os subterrâneos, a parábola torna-se assustadora previsão que a fantasiosa reconciliação de classes do final não alivia. Para além das considerações sociopolíticas suscitadas pela obra, o mais importante, aqui, é a extraordinária realização de Lang, principalmente a utilização plástica das centenas de figurantes sobre o cenário futurista. Esta sessão inclui ainda a apresentação de Manhatta, filme dirigido por Paul Strand e Charles Sheeler, em 1921, apresentado como “a primeira ‘sinfonia urbana’ que se conhece e um marco na história do modernismo” criado a partir de um poema de Walt Whitman.
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Já se disse, mas deve repetir-se, pois as cidades e a sua arquitectura física e moral, verdadeiras ou imaginadas, há muito que deixaram de ser paisagem para se tornarem parte do drama, com se vê nestes nove filmes urbanos. Quem aprecia ou tem curiosidade por “um mapa não-linear da evolução histórica e política da cidade de Londres e do Reino Unido em geral” tem, no filme de Patrick Keiller (assim como em Robinson in Space e Robinson in Ruins), estreado em 1994, muito com que se entreter. Depois de, a bem dizer, um trio de ensaios sobre arquitectura das cidades, Martin Scorsese apresenta a cidade vista do seu lado mais sórdido com a colaboração das grandes interpretações de Robert de Niro e Jodie Foster, principalmente, mas também de Cybill Shepherd, Harvey Keitel e Peter Boyle. O argumento é de Paul Schrader e com ele penetra-se no submundo de uma cidade decadente no final da década de 70 do século XX onde um taxista resolve aplicar uma versão muito pessoal da lei das ruas.
Adeus Dragon Inn, filme dirigido em 2003 por Tsai Ming-liang, com Lee Kang-sheng, Chen Shiang-chyi, Kiyonobu Mitamura, Chun Shih e Miao Tien, é uma homenagem aos chamados “wu xia”, género de cinema popular chinês onde os sabres tinham papel importante, e, filmando a última sessão de um cinema destinado ao encerramento, cria uma variedade de cerimónia fúnebre a partir do filme de King Hu, Dragon Inn, com a cumplicidade de dois velhos actores que nele participaram. Nesta sessão é igualmente apresentado La Morte Rouge, que Víctor Erice realizou, em 2006, para a exposição “Erice – Kiarostami Correspondencias”. Rodado em Barcelona durante três anos, entre 1997 e 2000, é dos filmes mais conhecidos e considerados do realizador catalão José Luis Guerín. Nesta película, Guerín, de certo modo, assinala como a gentrificação alterou a cidade a partir do exemplo da demolição de uma zona degradada do Bairro Chino e a sua substituição por um complexo residencial destinado à classe média, na altura ainda em ascensão. Sessão tripla que, além do filme de Edgar Pêra, A Cidade de Cassiano (Grande Prémio da Biennale International du Film d’Architecture e Prémio Crítica Festival Filmes de Arte Montreal em 1991), sobre a obra do arquitecto Cassiano Branco, principalmente o Cinema Éden, nos Restauradores (hoje um hotel), inclui ainda Hoje Estreia e Vamos ao Nimas. No primeiro, Fernando Lopes acompanha a reconstrução do Condes (edifício onde agora encontra a redacção da Time Out e um conhecido restaurante) depois do incêndio que quase o destruiu em 1967; enquanto Lauro António, em obra de 1975, elabora um roteiro lisboeta sobre as velhas salas de cinema da capital, umas já desaparecidas, outras, nesta altura, ainda em funcionamento – todas, entretanto, fechadas.
E nele encontra-se uma capital, novinha em folha, construída sobre a ilusão de “que arquitectura e o urbanismo podem resolver os problemas sociais”, no entanto cheia de contradições e problemas sobre a reluzente e elegante fachada. Na mesma sessão serão exibidos ainda A Cidade É Uma Só, de Adirley Queirós, e, de Matthias Müller, Vacancy. “É a história da iniciação de dois jovens provincianos nos problemas da cidade e do amor”, dizia, deste seu primeiro e fundamental filme, Paulo Rocha, que, com ele, em 1963 (a meias, digamos com Belarmino, de Fernando Lopes), inaugurou o Cinema Novo Português. Com interpretação de Isabel Ruth, Rui Gomes, Ruy Furtado e Paulo Renato, e o tema original de Carlos Paredes a acentuar a dramaticidade do enredo, temos aqui um olhar, ao mesmo tempo, terno e amargo sobre Lisboa.
Olha-se para a cidade do Dubai e qualquer pessoa se espanta sobre como um pedaço de deserto mais ou menos imprestável se tornou numa das cidades mais dinâmicas e arquitectonicamente desafiante. Uma maneira de saber como aconteceu, não necessariamente a única nem a mais fiel, está impressa no filme de Christian Von Borries, para quem o “Dubai talhou para si próprio a reputação de objecto teórico.” Ideia que o cineasta alemão procura demonstrar (ou desmontar) nesta espécie de divertimento militante onde joga com as convenções e as imagens interagem com a narração e a inscrição de textos. São Joseph Cotten, Alida Valli e Trevor Howard quem faz, por assim dizer, as honras da casa neste filme de Carol Reed, passado numa Viena nunca assim filmada como nesta história de ingenuidade, oportunismo e mistério.
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